sábado, 24 de abril de 2010

Veja bem, eu posso ser um escroto.

Sábado. Estou aqui no laboratório da USP fazendo umas coisas pro meu trabalho de mestrado. Acho que não há mais ninguém aqui nos corredores, só eu e o vigia. Pelo menos tá tranquilo.

Ser solteiro tem suas (des)vantagens.

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Ando pensando ferozmente em todos os meus conceitos relacionados com ética.

Roubar o pedaço de bolo que o vigia deixou em cima do balcão dele em um momento de descuido é errado?
Não sei se gosto mais do bolo do que ele. Não sei se o bolo gosta mais de mim do que dele.

Ainda me parece filhadaputisse. Mas é tanta gente escrota no mundo que já nem sei mais se o escroto não sou eu.

4 comentários:

Fernanda Corbeira disse...

Pegar ou não pegar? Eis a questão!
Um mísero padaço de bolo tem, em si, o poder de determinar se o homem é ou não escroto? rs...

Mas e aí?

Você pegou ou não pegou?
rsrsrs...

Luizinho disse...

O bolo não determina nada. Só vai refletir o que a pessoa já é.

Ainda não peguei. Mas ele está tão bonito na minha frente que eu já não sei mais. Nem sei mais por onde o vigia anda.

ó infortunio! :)

Miss Sbaile disse...

Se você pensa que ser solteiro é uma merda, experimente ser casado. Casamento faz com que você queira sumir pra Marte e nunca mais voltar. Coma tudo o que ver pela frente enquanto ainda há tempo, meu garoto (o que incluí bolos).

Luizinho disse...

Querida Miss Sbaile, na verdade eu acho que tudo tende à merda, a não ser que você finja estar fora dela.
A minha mente é tão estúpida (com a graça de Alá - que não permita que os céus caiam sobre nossas cabeças) que aceitei que ela fosse contaminada, desde cedo, por contos de fadas, hollywood, e aqueles sonhos de casais dos anos 50 que fingem viver o sonho americano enquanto comem "bolos" (inclusive os BOLOS) pra todo lado e se entopem de tarja preta antes de dormir ao lado do conjuge.

Tenho certeza de que eu posso ser uma daquelas pessoas que adoro criticar, mas que deram certo de alguma forma (otimista incorrigível).